A historia de Pipa remonta a época
descobrimento do Brasil pelos portugueses, quando os primeiros mapas
da costa foram feitos. Nas primeiras cartas da “Capitania
do Rio Grande” Pipa aparecia sob o nome de Orotapiry, que
na língua dos nativos indígenas significa “vila
dos homens brancos”.
Mais tarde, em 1626, ela reaparece com o nome de Itacoatiara, que
significa “falésia pintada”. Mais tarde ainda
ela aparece sob o titulo de “Ponta do Cabo Verde”, culminando
com o nome em uso nos dias de hoje, “Praia da Pipa”.
O nome Pipa (= barril) refere-se, possivelmente, a similaridade
entre a Pedra do Moleque e um barril de vinho ou carne de charque.
Essa estranha formação de arenito, situada embaixo
da encosta do Chapadão, foi provavelmente usada como ponto
de referencia para os marinheiros do passado.
A população e as tradições de Pipa derivam
da mistura étnica entre tribos indígenas que habitavam
a região, os colonizadores portugueses e os escravos africanos,
sem esquecer os mercadores holandeses que invadiram o Nordeste brasileiro
e estabeleceram-se brevemente nesta área. Remanescentes das
diversas tradições culturais estão sendo resgatadas
por historiadores e pelos moradores mais antigos: danças
e dramas populares conhecidos como Boi de Reis, Zambe, Bambelo,
Coco de Roda, as Batucadas, Dramas e Lapinhas.
Desde sua “redescoberta” a 20 anos, Pipa tem atraído
uma diversificada população de amantes da natureza,
surfistas, artesãos, restauradores, bons vivants e idealistas
que fincaram raízes aqui cativados pela beleza de suas praias,
dunas, falésias, floresta Atlântica, golfinhos e tartarugas.
Hoje, Pipa possui uma excelente infra-estrutura para o turismo,
incluindo uma gama variada de hotéis, restaurantes, lojas
e nightclubs. E considerada uma das mais importantes praias do Nordeste,
atraindo pessoas do mundo todo que vem em busca desse paraíso
ecológico.